Porque adoramos ou odiamos os objetos do dia-a-dia? O que o Design pode fazer para lidar com isso?
Este livro é uma resposta de Donald Norman às críticas ao Design do Dia-a-dia, que desconsidera a dimensão estética do uso. Norman concorda que faltava explorar esse aspecto, por isso escreve esse livro explicando como funciona a emoção na interação com produtos.
A primeira parte do livro é muito interessante. Vários exemplos são citados de produtos e serviços que fazem sucesso por explorarem as emoções de seus usuários: Disneylândia, o espremedor de laranjas de Starck, o MiniCooper. Norman explica que esses produtos nos afetam em três níveis: visceral, comportamental e reflexivo. Apesar de abordar a questão da emoção num esquema simples e estímulo e resposta, desconsiderando as contradições subjetivas e o inconsciente, as observações de Norman são bem relevantes ao Design, por explicar algo que normalmente é tratado com base no achismo.
A segunda parte do livro é frustrante, entretanto. Ao invés de prosseguir em orientar o Design a lidar com o aspecto emocional dos produtos, Norman se preocupa em discutir se é possível embutir emoções dentro de produtos, mais especificamente robôs. Nesse momento fica claro que a visão do que é emoção para Norman é bastante limitada, podendo ser traduzida num comportamento pré-definido biologicamente ou computacionalmente.
(cerca de R$45)
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Frederick van Amstel - Quem? / Contato - 21/02/2009
emoção design psicologia cognitiva
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